Enfermeiras japonesas expressam descontentamento ao serem convocadas como voluntárias para Jogos Olímpicos

O Comitê Organizador de Tóquio 2020 gerou descontentamento e revolta na comunidade médica do Japão depois que pediu à Associação Japonesa de Enfermagem para enviar 500 enfermeiras como voluntárias aos Jogos Olímpicos. A informação foi divulgada primeiramente pelo ‘The Guardian’.

O pedido veio enquanto o Comitê Olímpico Internacional (COI) e os organizadores avançam com os últimos detalhes para realizar o evento mesmo com o agravamento da pandemia de Covid-19 no país sede, em meio as advertências de especialistas de que os Jogos poderiam colocar uma pressão ainda maior sobre os trabalhadores da saúde.

O secretário-geral da Federação Japonesa do Sindicato de Trabalhadores Médicos, Susumu Morita, disse que o combate à pandemia deve ser a prioridade: “Devemos impedir a proposta de enviar enfermeiras que estão engajadas na luta contra uma grave pandemia de coronavírus como voluntárias nas Olimpíadas”.

A equipe médica de Tóquio e de outras regiões afirmam que seu foco profissional deve permanecer nos pacientes com Covid-19 e nas pessoas com outras doenças que tiveram seu tratamento adiado pela pandemia.

Vivendo a quarta onda de contágio, o Japão bateu recentemente os 10 mil mortos pela Covid-19, além de contabilizar um novo recorde de casos diários, com 1.050 contaminados no último final de semana. Tóquio e outras duas regiões foram colocadas em estado de emergência para tentar conter o avanço da doença.

A prefeitura de Osaka, epicentro da quarta onda no Japão, ficou sem leitos para pacientes graves, com pessoas sendo forçadas a passar horas esperando em ambulâncias para serem internadas.

Oficiais olímpicos afirmam que 10 mil profissionais da saúde serão necessários durante os Jogos Olímpicos.

“Estou furioso com a insistência em organizar as Olimpíadas, apesar do risco para a saúde e a vida de pacientes e enfermeiras”, declarou Morita.

Embora os médicos tenham sido o primeiro grupo no Japão a começar a receber vacinas em fevereiro, muitos ainda não receberam a primeira dose. Até o momento, menos de 2% da população japonesa (126 milhões) recebeu ao menos uma dose.

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