Gre-Nal gera mais polêmica com arbitragem. Entenda regra da mão na bola

O Internacional conquistou uma importante e eletrizante vitória na caminhada para o título do Brasileirão. Perdendo para o Grêmio em pleno Beira-Rio até os 45 minutos do segundo tempo, o Colorado conseguiu buscar a virada com um pênalti no último lance da partida, gerando muita polêmica e reclamação por parte da equipe comandada por Renato Gaúcho. Para os especialistas em arbitragem, a penalidade não deveria ter sido marcada.

“Analisando a imagem por diferentes ângulos, eu não marcaria a penalidade a favor do Internacional. O braço estava em posição natural, sem ampliar o espaço corporal, quando a bola, em velocidade alta e distância curta, chega ao jogador que até tentar tirar o braço. Vale destacar que o VAR não sugeriu a revisão do lance, por isso o árbitro não foi ao monitor”, avaliou Renata Ruel, comentarista de arbitragem e colunista do Lei em Campo.

Durante a transmissão da partida, o comentarista de arbitragem Sandro Meira Ricci também achou que o pênalti não deveria ter sido marcado porque a bola tocou primeiro na costela do zagueiro antes de tocar na mão.

“Eu não marcaria essa penalidade. A bota bateu primeiro na costela do Kannemann e depois no braço dele”, ressaltou Ricci.

O lance que definiu o jogo aconteceu após um chute em que a bola acertou o braço do zagueiro Kannemann, do Grêmio, aos 50 minutos da segunda etapa. O árbitro Luiz Flávio de Oliveira viu o toque e marcou a penalidade. Os tricolores reclamaram muito da marcação, pedindo para que o juiz fosse até o monitor do VAR (árbitro de vídeo) para revisão.

Luiz Flávio não foi ao equipamento e manteve a decisão de campo. Edenilson foi para batida e converteu, sacramentando a vitória no Gre-Nal e colocando um ponto final no jejum de 11 jogos do Colorado sem vencer o rival. O último triunfo havia sido em 2018.

Na entrevista coletiva, Renato Gaúcho não poupou palavras para reclamar do lance. Para ele, o principal problema foi o juiz não usar o equipamento de vídeo para rever se houve a infração.

“Ele deu pênalti, prejudicou a equipe do Grêmio, e aí a decisão ficou com o VAR. E o Luiz Flávio não teve capacidade de andar 50, 70 metros para olhar. Então o futebol brasileiro está nessa. Hoje o Grêmio foi prejudicado de novo por causa do VAR”, disse o treinador.

O técnico foi além, e ameaçou colocar um “time de transição” para completar as rodadas restantes do Brasileirão e preservar seus principais jogadores para a decisão da Copa do Brasil contra o Palmeiras.

“Se o presidente autorizar, vai jogar a transição porque essa vergonha a gente não precisa passar. Não querem que o Grêmio seja campeão? É carta marcada? É o Inter que tem que ser campeão? Ninguém está querendo tirar o mérito do Inter, mas todo mundo viu o que aconteceu aqui. Se eles queriam avacalhar o Campeonato Brasileiro, conseguiram”, completou.

A regra de mão na bola ainda causa muita confusão para quem acompanha o futebol. Em abril de 2020, a International Board (IFAB), responsável por mudanças ou manutenções nas normas do esporte, fez uma importante mudança para a temporada 2020/21. A organização definiu que o toque no começo do braço (junção com a axila, na mânga da camisa) não deve mais ser considerado infração.

“A regra fala em ampliar o espaço natural em ação de bloqueio ou disputa, assumir o risco com uma ação. Distância e velocidade”, resumiu Renata Ruel.

Com a vitória, o Internacional se consolidou na liderança do Campeonato Brasileiro e saltou para 62 pontos, ampliando sua vantagem para quatro pontos do vice-líder São Paulo. O próximo compromisso do Colorado será contra o Bragantino, próximo domingo (31), no Beira-Rio.

Crédito imagem: Reprodução

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