Um grupo de entidades que defende minorias étnicas na China acusa o Comitê Olímpico Internacional (COI) de ignorar abusos dos direitos humanos no país na preparação para os Jogos Olímpicos de Inverno de Pequim, em 2022. Representando tibetanos, uigures e imigrantes de Hong Kong, enviaram uma carta ao presidente da entidade responsável por organizar o esporte olímpico, Thomas Bach, e ao supervisor dos preparativos para a competição Juan Antonio Saramanch Jr. As informações foram divulgadas primeiramente pelo Associated Press.
No documento, o grupo diz que o COI “fez vista grossa às violações generalizadas e sistemáticas dos direitos humanos cometidas pelas autoridades chinesas”, e cobra uma resposta da entidade. Há três meses, o grupo também enviou uma carta aberta ao Comitê Olímpico pedindo a retirada do evento de Pequim.
A China é acusada de prender mais de um milhão de uigures, grupo de origem turcomena e predominantemente muçulmano, na região de Xinjiang. Defensores dos direitos humanos alegam que os uigures sofrem com trabalho forçado, tortura e aborto.
“A história nos mostra que o COI tomou uma decisão ativa de continuar com a charada de neutralidade política para justificar sua inação em relação às violações dos direitos humanos na China. Esta ignorância intencional é vergonhosa e falha em valorizar as experiências pessoais de todos nós que lutamos sob este regime repressivo”, diz uma parte da carta enviada ao COI.
Em seu discurso, a entidade reforça que apenas organiza um evento esportivo e não é responsável pelas políticas internas de cada país.
Os Jogos de Inverno de Pequim estão programados para acontecer de 4 de fevereiro a 20 de fevereiro de 2022.
Crédito imagem: Getty Images
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