Cautela no planejamento possibilita ousadia dentro de campo

Com o início do brasileirão, boa parte dos principais clubes do Brasil atuarão em duas ou mais competições ao mesmo tempo. Com um calendário que sofre críticas todos os anos, os clubes brasileiros precisam se organizar estrategicamente e, com base nesse planejamento, definir quais serão as prioridades de suas equipes para a temporada 2021.

Claro que para o torcedor todas as competições em que o seu time estiver participando, ele  quer vencê-las. Difícil, mas para disputar com chances de alcançar esse objetivo, é importante que o clube precisaria tenha um plantel de quase dois times de alta qualidade. Assim, talvez fosse possível que, enquanto uma equipe trabalha com força total na principal competição que estiver disputando, os “reservas” possam, na outra competição, também entrar em campo com uma equipe forte. Porém, pouquíssimos times conseguem tal proeza nos dias de hoje. Nem podem!

Quando parte das equipes de futebol, especialmente as brasileiras, iniciam a temporada, um planejamento orçamentário já foi elaborado. Esse planejamento prevê, não só quanto se espera arrecadar com sócio torcedor, venda de atletas, direitos televisivos entre outros, mas também o quanto se espera arrecadar com resultados dentro de campo com as premiações e/ou avanços nas competições.

Não está diretamente atrelado ao objetivo do clube o seu planejamento financeiro, mas já se pode ter uma ideia de qual competição ele dará mais atenção.

Essa escolha tem vários fatores que pesam na hora H, quanto tempo a clube não ganha determinado título, quanto de premiação cada competição pode trazer para o clube com seus avanços e título e, claro, a importância que competições tem no futebol, pois umas acabam qualificando equipes para outras competições. Exemplo disso é a importância que os clubes brasileiros dão para a Libertadores, pois somente ela carimba o passaporte do clube para a disputa do mundial de clubes.

O fato é que, como todos sabem, futebol se resolve dentro de campo e, por mais que se tenha um elenco diferenciado e uma estrutura de ponta, os resultados não são garantidos. Por isso, a responsabilidade dos gestores em suas prévias orçamentárias é muito grande, pois quanto maior a expectativa de ganhos, maior o prejuízo contábil nos casos de não alcançá-los.

Ao longo dos últimos anos, gestões sérias e profissionais tem mostrado que é possível, no médio e longo prazo ter bons resultados dentro de campo com uma responsabilidade financeira que dá segurança a instituição. Grêmio, Atlético PR, Bahia, Ceará e Fortaleza são só alguns dos clubes que já perceberam essa importância a algum tempo. Já no sudeste, muitos clubes grandes estão ficando “pequenos” diante de clubes mais equilibrados e organizados administrativamente.

Apostar cada vez menos na sorte e colocar todas as suas fichas na profissionalização, transparência e responsabilidade é a receita para bons retornos, sejam eles dentro ou fora de campo.

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