COI adia para 2022 diretrizes para transgêneros no esporte: “opiniões muito conflitantes”

O Comitê Olímpico Internacional (COI) adiou para o ano que vem as novas diretrizes para transgêneros no esporte. Segundo a entidade, o novo adiamento se dá em razão de “opiniões muito conflitantes”.

A informação do novo adiamento foi revelada pelo diretor médico e científico do COI, Richard Budgett. Ele ainda contou que o próximo conselho das federações esportivas internacionais “priorizaria a inclusão” e “evitaria danos”.

“Haverá diretrizes amplas de alto nível, mais como uma estrutura. São as federações internacionais que determinarão as regras específicas para seus esportes e eventos. As mudanças específicas de 2015 são a ênfase na prioridade de inclusão e na prevenção de danos, mas sempre tendo em mente a importância de uma competição justa e significativa”, disse Budgett.

Pelas regras atuais, o COI determina que mulheres trans só podem ser autorizadas a competir entre atletas do gênero feminino se os níveis de testosterona foram reduzidos por 12 meses. Essa determinação, porém, poderá sofrer mudanças nas próximas diretrizes.

“Ainda temos que concordar com a estrutura. É um desafio. Mas será publicado em alguns meses, o mais tardar logo após os Jogos Olímpicos de Inverno de Pequim. Estamos muito cientes de que sexo, é claro, não é binário. E, portanto, as soluções não serão essencialmente binárias”, completou.

Com o adiamento para 2022, é quase certeza que a próxima edição dos Jogos Olímpicos de Inverno, marcados para fevereiro do ano que vem, não contem com as novas regras.

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