Esporte e meio ambiente

Quanto o esporte pode contribuir na implementação de políticas ambientalistas compatíveis com a nossa realidade global (de ter de buscar o que é sustentável)? E mais, quais esportes podem realmente oferecer um exemplo considerável para tal prática?

Um gramado artificial é mais sustentável do que um gramado tradicional? Será que todo o consumo (de água, de energia, de combustível etc.) para a manutenção de um gramado tradicional seria, por si só, justificativa para a troca por um gramado artificial? Ou será que o interesse de um clube por trocar seu gramado seja apenas para maximizar as chances de sucesso da agremiação nos mais variados torneios dos quais participa? Ou será ainda por mero interesse comercial?

Quando um esporte e sua estrela principal divulgam projetos que podem (quase que imediatamente) impactar a sustentabilidade ambiental global, eles merecem respeito. E qual o esporte mais tecnológico (com a devida vênia ao e-sport) do que a Fórmula 1 (ou F1 para os mais fanáticos)?

A F1 lançou um projeto para neutralizar sua emissão de carbono até 2030. O “circo” da F1 abrange as atividades dos autódromos, incluindo transporte logístico (das equipes e dos equipamentos) por terra e ar. Para se ter uma ideia, a temporada de 2020 contará com 20 pilotos de 10 equipes competindo em 22 corridas. Algumas equipes empregam mais de mil pessoas para a construção e desenvolvimento dos carros. Assim, a F1 projeta uma mudança para logística ultraeficiente com fábricas, escritórios e instalações com consumo de 100% de energia renovável.

Já em 2021, novas regras serão introduzidas exigindo que o combustível das equipes contenha pelo menos 10% de biodiesel. Como sempre, a F1 é inovadora e suas tecnologias são, depois de algum tempo, reaproveitadas pela indústria automobilística e implementadas nos veículos que temos nas ruas das nossas cidades. Atualmente, os motores dos carros da F1 são os mais eficientes do mundo. A eficiência térmica (uma medida da energia de saída dividida pela energia de entrada em um sistema) dos carros de da F1 é de 50% enquanto o de carros normais é cerca de 30%.

Projetam também que todas as corridas e eventos sejam sustentáveis até 2025. Isso se dará pela eliminação de plásticos de uso único e se certificando de que todo o lixo produzido nas corridas seja reciclado e reutilizado. Assim, a participação dos fãs também será importante. Na verdade, a participação de todos os envolvidos será de suma importância.

Com sua estrela maior, o hexacampeão Lewis Hamilton, comprando o projeto tudo pode ficar mais fácil. Hamilton já é porta-voz das virtudes de uma dieta à base de plantas: tendo não só expressado a importância dessa dieta para o sucesso das suas performances, mas também na produção de documentários sobre o tema. Hamilton promete se certificar de que sua vida e atividades de negócio sejam orientadas por práticas sustentáveis. Vale lembrar que no ano passado ele vendeu seu jato particular com o intuito de reduzir seus voos. Um ótimo exemplo!

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