A FIFA estimou que perderá 14 bilhões de dólares (cerca de R$ 73 bilhões na cotação atual) no futebol mundial por conta da pandemia e revelou que 150 das 211 federações que integram a entidade pediram ajuda financeira no plano de apoio.
O plano adotado pela FIFA é liderado pelo finlandês Olli Rehn, e destinará 1,5 bilhões de dólares (R$ 7,7 bilhões) a empréstimos e subsídios.
De acordo com a entidade, está prevista a entrega de um milhão dólares (R$ 5,2 milhões) para as federações, destinando 500 mil dólares (R$ 2,6 milhões) para o futebol feminino, e 2 milhões de dólares (R$ 10,4 milhões) para as diferentes Confederações.
Rehn explicou que, segundo especialistas, o futebol tinha, entre as federações e os clubes, antes da pandemia um valor aproximado para 2020 de 46 bilhões de dólares (R$ 239 bilhões).
“A FIFA reagiu para minimizar o efeito dramático da pandemia no futebol e na sua economia. Esta é uma posição financeira forte e toda a instituição está comprometida com isso”, adiantou o finlandês.
O dirigente explicou que o plano depende da evolução do cenário em que todos se encontram por conta da pandemia, mas que, para já, todas as federações têm a sua disposição o subsídio de solidariedade, que será pago entre junho e janeiro de 2021.
No auxílio estão previstos empréstimos, sem juros, de até 35% dos orçamentos federativos, não podendo ultrapassar os cinco milhões de dólares (R$ 26 milhões).
“Os clubes e as federações da Europa foram os mais afetados (com a paralisação das competições), mas em termos específicos o maior sofrimento aconteceu na América do Sul”, analisou Rehn.
O plano de apoio da FIFA é uma forma de incentivar as federações e os clubes ao retorno das competições de forma segura, com gastos administrativos e operacionais, em protocolos, manutenção de infraestruturas e a participação das seleções em torneios.
Crédito imagem: FIFA/Divulgação
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