A FIFA está se unindo a União Africana, a Organização Mundial da Saúde (OMS) e a Confederação Africana de Futebol (CAF) no combate à violência doméstica através do lançamento de uma campanha em todo o continente africano.
O objetivo da iniciativa é apoiar mulheres e crianças vítimas de violência doméstica, onde foi notado um aumento considerável, por conta das medidas de isolamento social pela pandemia da covid-19. Vários jogadores do futebol africano estão apoiando a campanha por meio de mensagens de conscientização nas redes sociais.
Em um memorando realizado entre União Africana-FIFA-CAF, em fevereiro de 2019, ficou decidido o apoio de campanhas dessa natureza e a promoção da igualdade de gênero.
“É nosso dever alavancar a imensa popularidade do futebol na África para aumentar a conscientização sobre este desafio social com uma mensagem muito clara: a violência não tem lugar nos lares, assim como não tem lugar no futebol”, afirmou o presidente da FIFA, Gianni Infantino ao site oficial da entidade.
O presidente da Confederação Africana de Futebol (CAF), Ahmad Ahmad, destacou a campanha: “Seja em casa ou em campo, todos têm direito ao respeito e à segurança. A violência doméstica, física ou moral, especialmente contra mulheres e crianças, deve ser condenada. Não tenha medo ou vergonha de procurar ajuda se for vítima de violência em sua própria casa. Se você é testemunha de violência, intervenha ou peça ajuda, mas não fique calado: calar-se é ser culpado de cumplicidade. Nunca se esqueça que todos têm o direito de viver com segurança em sua própria casa”.
“Achei a iniciativa bem legal e focada. O combate à violência contra as mulheres precisa ser uma luta de toda a sociedade e quando um esporte em que os homens são os ídolos assume essa posição, aumenta a capilaridade do tema e a chance de chegar a um número maior de pessoas que talvez não escutasse essa mensagem por outro meio. Obviamente, mais do que lançar a campanha, é preciso que o futebol desenvolva políticas que impeçam a violência contra as mulheres no seu campo, que exponham e combatam as violências sofridas por jogadoras, juízas, esposas no universo futebolístico e principalmente não relativizar essas violências quando cometidas por seus jogadores, árbitros e técnicos”, afirmou a advogada especialista em Direitos Humanos e para mulheres, Mônica Sapucaia.
“A FIFA e a União Africana acertam em expor esse assunto nesse momento de pandemia, quando o aumento da violência contra os vulneráveis é estarrecedor e as mulheres são a maioria dessas vítimas”, conclui a advogada.
A campanha #SafeHome lançada hoje em toda a África faz parte de uma iniciativa global mais ampla que visa aumentar a conscientização sobre o tema. A FIFA está convocando suas associações a publicarem ativamente detalhes de linhas de ajuda nacionais ou locais e serviços de apoio que possam ajudar as vítimas e qualquer pessoa que sinta que está sob risco de violência doméstica em sua região.
Crédito imagem: FIFA/Divulgação
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