A Justiça bloqueou cerca de R$ 24,6 milhões das contas do Comitê Olímpico Brasileiro (COB). De acordo com o jornal Folha de S. Paulo, o motivo é a condenação da entidade por improbidade administrativa por conta de problemas na contratação de uma empresa para a realização da cerimônia de abertura dos Jogos Pan-Americanos de 2007 no Rio de Janeiro.
O COB recorreu da decisão no Tribunal Regional Federal da 2ª região com a apresentação de uma liminar para desbloquear a quantia, mas o recurso não foi aceito pelo desembargador Poul Erik Dyrlund, que decidiu manter o bloqueio das contas bancárias.
“Como é de conhecimento público, a obrigação de realizar o evento – e, portanto, arcar com seu custo – era do município do Rio de Janeiro. O COB não teve nenhuma ingerência sobre a operação dos Jogos Pan-Americanos e não pode ser responsabilizado por tais despesas. A entidade já recorreu da decisão em primeira instância e tem plena convicção que a Justiça reconhecerá que não temos nenhuma relação com a contratação e com o pagamento da referida empresa”, disse o COB em nota.
Na ação movida pelo Ministério Público Federal (MPF), foi apontado irregularidades na contratação de uma empresa para a cerimônia de abertura do evento de 2007, na cidade do Rio de Janeiro, e corria na 8ª Vara Federal do município desde 2013.
Além da entidade, a justiça bloqueou a mesma quantia das seguintes pessoas: Agnelo Queiroz e Orlando Silva (ex-ministros do esporte), Ricardo Leyser (representante da União no Comitê dos Jogos), Leonardo Gryner (diretor de cerimônias), Carlos Arthur Nuzman (presidente do COB e do Comitê Organizador da época) e a empresa WA & Tranze Eventos Promoções e Publicidade.
O mérito do caso ainda será julgado pelo TRF-2.
Crédito imagem: Reprodução
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