Manipulação no tênis

Roland Garros, o torneio disputado na França e um dos quatro Grand Slam de tênis, terá uma de suas partidas investigada em razão de uma suspeita de manipulação de resultado.

A TIU (Tennis Integraty Unit – Unidade de Integridade no Tênis), órgão anticorrupção que supervisiona o tênis profissional, verificou que foram investidos em apostas volumes de dinheiro fora do padrão. A partir disso, investigará se houve ou não manipulação na partida disputada por Andreea Mitu e Patricia Mari x Yana Sizikova e Madison Brengle, na disputa de duplas do torneio francês.

Não existem evidências de houve qualquer ilegalidade ou descumprimento às regras de integridade do tênis, entretanto, o alto volume de dinheiro movimentado nas casas de apostas e alguns erros recorrentes durante a partida acabaram chamando a atenção da TIU.

No último mês de janeiro o tenista brasileiro João Souza ou João Feijão, 404º do ranking da ATP e então 12ª colocado da ITF World Tennis foi banido do tênis profissional.A TIU, após longa investigação, identificarão inúmeras irregularidades do atleta brasileiro no período entre 2015 e 2019, em especial manipulações de resultados.

Infelizmente, o tênis tem uma triste tradição de corrupção na manipulação de resultados.

Investigações realizadas apontaram quase vinte atletas que faziam parte do top 50 do mundo que, em jogos relativamente fáceis, foram derrotados nas quadras e coincidiram com apostas altas contras eles. Sem que houvesse a revelação dos nomes dos atletas, a TIU entrou em ação e conseguiu apontar alguns nomes recorrentes nas listas de partidas suspeitas.

Ainda são raros no esporte órgãos fiscalizadores e reguladores que visem condutas anticrime e compliance.

Com a responsabilidade de aplicar penalidades, de multas e sanções, nos casos de descumprimentos das orientações da unidade, a organização, que foi criada em 2008 por iniciativa da ITF, ATP, WTA e dos quatro torneios do Grand Slam (Australian Open, French Open, Wimbledon e US Open), tem a política de tolerância zero para a corrupção relacionada às apostas.

Com suas operações independentes sediadas em Londres, a TIU é financiada pelas sete organizações responsáveis por sua criação. Visa impedir a corrupção, investiga e repreende infratores; fornece educação anticorrupção para que jogadores e partes interessadas reconheçam e denunciem atividades corruptas.

Órgãos de combate a manipulações de resultados e corrupção como a TIU são imprescindíveis no esporte. As mudanças na gestão do esporte também ajudam na integridade do esporte, e só serão uma realidade quando receberem apoio e investimentos para uma efetiva transformação comportamental.

Combater a corrupção nas várias modalidades esportivas entra nesse trabalho.

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