O esporte eletrônico brasileiro e a pandemia do novo coronavírus

A pandemia do novo coronavírus tem atingido todos os ramos da economia, e o eSport não ficou de fora.

As principais competições de eSports no Brasil foram suspensas por conta da pandemia.

Porém, prática do esporte eletrônico é possível a distância.

Pensando nisso, algumas ligas e competições ao redor do mundo rapidamente se adaptaram e realizaram transmissões no modelo online, sem a presença dos jogadores no estúdio/arena onde geralmente são realizados os eventos esportivos, como por exemplo a ESL Pro League Season 11.

Aqui no Brasil, as desenvolvedoras também estão correndo para se adaptar e possibilitar a continuidade das competições. Contudo alguns danos já foram causados.

No eSport Legal dessa semana iremos abordar os efeitos da pandemia no cenário do esporte eletrônico brasileiro.

League of Legends – CBLOL e Circuito Desafiante

O ano de 2020 tem apresentado dificuldades atrás de dificuldades para a Riot Games, detentora do título League of Legends e organizadora do principal campeonato de eSports do país.

O complexo de estúdios onde a Riot Games tem instalado sua operação, Quanta Estúdios, foi atingido pelas enchentes que ocorreram na cidade de São Paulo no início de fevereiro, tendo suspendido as partidas por quase um mês, tendo retomado a competição no dia 29/02 em uma estrutura temporária.

Logo depois, em 16 de março, por conta da pandemia do novo coronavírus, a Riot Games anunciou nova suspensão de suas competições.

Durante a suspensão, jogadores e ex-jogadores se organizaram para criar o CBOLÃO, competição beneficente, com a finalidade de receber doações para o combate à pandemia. O CBOLÃO é transmitido no canal do ex-jogador Gustavo “Baiano” Gomes.

Nessa semana, no dia 02/04, a Riot Games anunciou que encontrou uma forma de operar remotamente as suas ligas, garantindo a segurança de todos os envolvidos.

O CBLOL voltará no dia 10/04, e o Circuito Desafiante, no dia 13/04.

CBCS (Campeonato Brasileiro de Counter-Strike)

A competição de Counter-Strike tinha o início da temporada 2020 marcado para o dia 19 de março, porém no dia 16/03 anunciou a suspensão da competição. A suspensão inicial seria de 15 dias, com fim no dia 31/03, porém até a finalização dessa edição, não houve novo pronunciamento sobre data de início da competição.

Apesar da suspensão da competição oficial, a CBCS organizou um showmatch (amistoso), que foi transmitido no dia 29/03.

LBFF (Liga Brasileira de Freefire)

Tomando cada vez mais espaço no coração dos fãs do eSport, as competições do jogo mobile Free Fire não foram afetadas pela pandemia do novo coronavírus.

A liga conta com as séries A, B e C e um calendário dividido em 3 temporadas.

A temporada 1 teve início em 1º de fevereiro e fim no dia 15 de março, quando as medidas de isolamento social ainda não haviam sido decretadas pelos órgãos de saúde.

A temporada 2 tem data de início marcada para o dia 09/05. Ainda não houve nenhuma manifestação por parte dos organizadores sobre a manutenção da data.

Flamengo eSports: quatro jogadores e treinador desligados.

Os efeitos econômicos da pandemia também já começaram a aparecer no cenário esportivo eletrônico brasileiro.

Na manhã do dia 02/04, o time de eSports do Flamengo anunciou o desligamento de 4 jogadores e treinador. Conforme o clube “A pandemia global da Covid-19 está afetando a todos, e, infelizmente, em um momento tão difícil, tivemos que tomar essa decisão para o projeto seguir sustentável. Agradecemos a todos pelo empenho com o Manto Sagrado e desejamos sorte em suas próximas jornadas”.

É importante observar que a administração do time de eSports do Flamengo não é feita pelo clube. É responsável pela operação a empresa norte-americana Simplicity, que adquiriu os direitos de uso da marca e imagem do Flamengo.

A Simplicity, no dia 20/03, anunciou o recebimento de uma verba de US$ 500.000,00, aproximadamente R$ 2.500.000,00, para financiar o projeto de eSports do Flamengo, principalmente para garantir a permanência do clube quando da transição do CBLOL para o modelo de franquias.

O desligamento dos atletas não é ilegal – caso sejam pagos todos os valores referentes às cláusulas compensatórias –, mas será que é Flamengo?

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