Retrospectiva dos esportes eletrônicos 2019

Em 2018 diversos profissionais do meio do esporte eletrônico diziam que 2019 iria ser o ano de virada do eSport no Brasil.

E 2019 conseguiu superar quaisquer expectativas.

O esporte eletrônico no Brasil se resumia ao cenário esportivo da modalidade League of Legends, apesar de termos fortíssimos atletas de outras modalidades – que fatalmente saem do Brasil para jogar em outros países.

Mas 2019 mudou a cara do eSport no Brasil, o mercado cresceu muito, o que causou discussões importantíssimas que irão decidir o seu futuro, principalmente nas áreas sociais e jurídicas.

Aqui na seção eSports Legal do Lei em Campo o leitor pôde acompanhar todas as novidades, mudanças e polêmicas que aconteceram no mundo esportivo eletrônico.

O amadurecimento do mercado

Aqui na seção eSports Legal do Lei em Campo, foi possível acompanhar mês a mês novas competições surgindo, como o CBCS (Campeonato Brasileiro de Counter-Strike), encabeçado pela Rede Globo e o Free Fire Pro League, batendo todos os recordes.

Tivemos grandes times representando o Brasil em competições mundiais: a já tradicional MIBR e a ascenção da FURIA no CS:GO; INTZ, Flamengo e a Innova no League of Legends; o Corinthians campeão mundial no Free Fire; além do jogador Juan “JSchritte” Freitas, campeão na modalidade individual Temfight Tactics.

Grandes empresas não endêmicas como a BMW, Banco do Brasil, Gilette, Netshoes, Tinder, Lupo, Havan, Sephora, SKY, Kalunga, Unilever, Redbull patrocinando clubes ou até mesmo criando seus próprios clubes de esporte eletrônico, mostrando que o mercado está amadurecendo.

Ainda muito para evoluir

Infelizmente o ano não contou apenas com boas notícias. Em um país e mundo polarizado socialmente e politicamente, os reflexos disso no mundo dos games e dos eSports foram sentidos duramente.

Racismo, machismo, homofobia, preconceito social, intolerância religiosa e toxicidade foram assuntos recorrentes.

Apesar de tudo isso, a luta e representatividade social avança nos eSports com a ajuda de empresas como a AfroGames, que realiza um lindo trabalho de inclusão de jovens da periferia e da BBL, realizando competições femininas dignas de aplausos.

Clubes dando oportunidades para que os sonhos dessas pessoas sejam realizados são importantíssimos também. Na última semana, por exemplo, a jogadora Júlia “Mayumi” Nakamura roubou a cena ao jogar a Superliga ABCDE pela INTZ, seu carisma e gameplay tornaram-se populares até na China e na Coreia.

Discussões sobre a regulamentação

Foi possível acompanhar episódios importantes que irão definir qual as regras que o mercado esportivo eletrônico terá que seguir.

Tramitam atualmente dois projetos de lei na Câmara e um projeto de Lei no Senado versando sobre a regulamentação do eSport.

O projeto de lei do senado 383 de 2017 foi o que chamou mais atenção, pois contou com diversas polêmicas, desde a inclusão de dispositivo que diz que esportes eletrônicos que utilizem jogos violentos não serão considerados esportes até as discussões travadas nas duas audiências públicas que tivemos até então.

Provavelmente 2019 terminará sem nada decidido, mas o leitor poderá acompanhar cada episódio dessa novela por aqui, no Lei em Campo, em 2020.

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