Sindicato de jogadores profissionais

Fundado em dezembro de 1907 na Inglaterra, o Professional Footballer’s Association (PFA) é o sindicato de atletas profissionais mais antigo do mundo.

O PFA é membro do FIFPro World Players’ Union e do Professional Players’ Federation (PPF). Ao defender os interesses de seus associados, o PFA parece ter tido um papel influente nas mudanças do sistema de transferências internacionais em decorrência do caso Bosman, devido às suas negociações com a FIFA e a European Commission. O PFA também tem sido influente nas recentes questões envolvendo racismo no futebol inglês por meio de suas campanhas em suporte às iniciativas da Premier League e Football Association.

Tal representação sindical nos parece importante para os atletas profissionais. Porém, a gestão de tais sindicatos gera bastante polêmica. Por exemplo, o atual presidente do PFA, Gordon Taylor (74 anos), está no cargo há 38 anos. Devido à pressão por parte dos associados, Taylor parece ter “concordado” em renunciar ao seu posto muito em breve. Mas não indicou data.

Com salário de £ 2,2 milhões por ano, Taylor é um dos líderes sindicais mais bem pagos do mundo. Claro que o mundo do futebol está acostumado com salários exorbitantes, mas, ainda assim, esse salário causa muito debate.

Taylor, ex-jogador do Bolton, Birmingham, Blackburn e Bury provavelmente justificará a eficiência enquanto no cargo pelos sucessos nas negociações em (i) 1992, quando o PFA reivindicou uma fatia significativa da então nova receita de transmissão de jogos da Premier League e (ii) 2001, quando contou com apoio de 99% dos seus associados para reivindicar um aumento significativo, de £ 30 milhões para £ 52 milhões, de parte das receitas oriundas da Premier League e Football Association. Mais recentemente, em dezembro de 2018, negociou o aumento desta última para £ 60 milhões.

De acordo com a BBC, o plano de sucessão da PFA sugere que Taylor deixará o cargo apenas depois da conclusão do relatório da sindicância independente sobre a governança do PFA, conduzida por Thomas Linden, Queen’s Counsel (QC, denominação honorária concedida pela Rainha Elizabeth II para eminentes advogados). O relatório, que será tornado público, deve ser concluído daqui a meses, já que os trabalhos de revisão estão apenas começando.

Assim, o “muito em breve” de Taylor deve ainda durar por alguns meses, se não anos.

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