Banco do Brasil, BMW Brasil e Corinthians entram no jogo do esporte eletrônico

Banco do Brasil e o CBCS

A criação do CBCS (Campeonato Brasileiro de Counter-Strike) foi assunto aqui no Lei em Campo por ser um ponto de virada nos eSports e até no esporte nacional.

Como foi dito naquela oportunidade, a competição já foi criada com grandes investidores, como o Grupo Globo e a DCSet. Além disso, é organizada no modelo de franquias.

A competição se torna ainda mais importante no contexto brasileiro quando se observa que a desenvolvedora do jogo, a Valve, utiliza um modelo de negócio bastante liberal, que inclusive foi objeto de análise aqui do eSports Legal.

A consolidação do cenário brasileiro de Counter-Strike é uma demanda antiga da legião de fãs que já acompanham times formados apenas por jogadores brasileiros brigarem nos principais campeonatos mundiais, porém em clubes estrangeiros.

A competição anunciou nesta semana um reforço de peso no seu quadro de patrocinadores: o Banco do Brasil, conhecido por ser grande apoiador do esporte nacional, fechou contrato até o final do ano de 2020.

A notícia é animadora para o mercado dos eSports, que pode enxergar o anúncio como um abrir dos olhos de marcas não endêmicas (e outras instituições financeiras, inclusive) para as oportunidades no esporte eletrônico.

BMW Brasil e Pain Gaming

O Banco do Brasil não foi a única marca não endêmica que entrou no jogo. A BMW, que fabrica motocicletas e automóveis, é a nova parceira do clube Pain Gaming.

Confira o vídeo-anúncio: https://www.youtube.com/watch?v=iNWuqtqAJIs

A principal função da publicidade feita por marcas como a BMW no eSport é a de rejuvenescer a marca, estratégia que já havia sido adotada por sua concorrente direta, a Mercedes, quando fez a campanha “Grow Up”, que consistiu em patrocinar competições de eSport, artistas de hip hop e outros focos da cultura millennial.

O clube também conta com outro patrocinador de peso, a Coca-Cola.

Corinthians

Falando em rejuvenescer seus consumidores, o Corinthians está de volta!

O tradicional clube paulista realizou em 2017 uma parceria com o clube de eSports Red Canids, porém, a parceria, que consistia no uso recíproco das marcas, durou menos de seis meses.

Na última semana, no entanto, o SCCP anunciou sua reentrada nos eSports com um time do jogo Free Fire, que cresceu muito no último ano.

Os times do Sport Club Corinthians Paulista no eSport serão coordenados pela Immortals, empresa já consolidada no mercado internacional de esportes eletrônicos.

O interesse de clubes esportivos tradicionais no eSport não é novo. O Flamengo, por exemplo, acaba de ser campeão brasileiro e representou o Brasil no campeonato mundial de League of Legends.

Santos, Manchester City, Schalke04 são outros exemplos de clubes que investem em times de eSports que não são apenas de jogos que simulam o futebol.

Já foi discutido qual o interesse no esporte eletrônico por parte dos investidores que já têm outro produto esportivo aqui no eSports Legal.

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Já há alguns meses que não são levantadas questões de business e mercado no esporte eletrônico aqui no eSport Legal.

Gostaria de saber dos leitores: devo trazer esse tipo de conteúdo também ou devo focar mais nas questões jurídicas?

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