O investimento do Exército no esporte eletrônico

O potencial que as competições de eSports oferecem de alcançar as gerações Y e Z (Millenials e Zoomers), foi exaustivamente apontada aqui no eSport Legal, mas não é apenas a iniciativa privada que está de olho nesse mercado, diversos governos nacionais já integraram o eSport em suas ações sociais.

Apesar de no Brasil ser também a iniciativa privada que cuida de utilizar o eSports em ações sociais para a integração social e formação da cidadania através de projetos como o da AfroGames, a Academia do Exército segue o exemplo mundial de utilizar o eSport para treinamento e também propaganda para atrair novos alistamentos.

Marketing Esportivo e o U.S. Army

O investimento em marketing esportivo para atrair jovens para o exército não é novo na américa do norte.

Em 2003, ao investir em espaços publicitários da NFL, NASCAR e em canais de televisão esportivos, como a ESPN, o então chefe da equipe de marketing e engajamento da U.S. Army, Tom Tiernan já enxergava a necessidade de novas estratégias para atrair jovens para o exército: “Na época em que me alistei, existiam apenas três lugares em que o exército poderia encontrar jovens: na ABC, CBS e NBC”, se referindo a canais de televisão tradicionais,

E continua: “Hoje, com a ampla gama de opções de entretenimento disponíveis para os jovens – Internet, 300 canais a cabo, TV via satélite – o Exército não consegue cumprir a meta de recrutamento dependendo apenas da publicidade tradicional.”

Por fim, compara o exército com as grandes empresas: “Assim como as grandes corporações americanas, o exército tem que mudar suas práticas para ser bem-sucedido em trazer os melhores e mais brilhantes Americanos para nossas fileiras. Nós temos que ir para onde os jovens estão.”

U.S. Army e os eSports

Os esportes eletrônicos chamaram a atenção do exército estadunidense, que desde 2010 faz investimentos na área, até 2018 esses investimentos foram tímidos e giravam em torno de licenciar a marca do exército para fabricação de periféricos (mouses, teclados, fones de ouvido, etc.).

Em 2018, o investimento pesado chegou, o exército organizou competições, criou seu próprio clube de eSports e patrocinou diversos eventos e clubes.

A Força Aérea Americana, por exemplo, foi patrocinadora da Cloud9, clube de eSports mais valioso, de acordo com a Forbes:

Recentemente, em fevereiro de 2020, foi anunciada a parceria entre a Força Aérea Americana e a ESL para algumas das principais competições de eSprots do mundo, como a ESL PRO League e Intel Extreme Masters, também anunciou apoio à Anykey, organização que trabalha em prol da inclusão social nos eSports.

Academia Militar das Agulhas Negras

Seguindo o exemplo do exército americano, a Academia Militar das Agulhas Negras iniciou há pouco os trabalhos no esporte eletrônico, criando o grêmio AMAN eSports.

A primeira atividade, uma competição do jogo Counter-Strike Global Offensive, contou com participação de equipes de todos os anos da academia.

A notícia no site oficial do Exército brasileiro explica como funcionou as disputas e anunciou o vencedor, porém deixou claro:

“Independentementemente do resultado, os cinco jogadores de cada grupo ganharam a oportunidade de aprimorar os atributos cognitivos e afetivos, além de aguçar a concentração, o pensamento estratégico e o raciocínio lógico.”

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